Exposição no Museu do Ipiranga destaca o bairro da Liberdade

O Museu do Ipiranga está com a nova exposição temporária “Liberdade: bairro plural”. O objetivo da mostra é revisitar a história de uma das regiões paulistanas marcadas pela diversidade étnica. A exposição fica em cartaz até o final de janeiro de 2027 e tem entrada gratuita.
Atualmente um dos maiores polos asiáticos fora do Oriente, a Liberdade foi formada ao longo das décadas por diversos imigrantes alemães, russos, libaneses, bolivianos, italianos, afro-brasileiros, entre muitos outros povos. Somente a partir da década de 1970 é que o bairro recebeu diversos itens da arquitetura nipônica. Igrejas católicas, ortodoxas, metodistas, presbiterianas, maronitas e um templo budista marcam presença no local.
A exposição possui objetos, fotografias, mobiliários, vestimentas, instrumentos musicais, obras de arte e documentos cedidos por 15 instituições culturais, religiosas e comunitárias, que tiveram um papel importante na construção da região. Repleta de recursos táteis e visuais, traz inclusive diversos itens reproduzidos que podem ser tocados.
Sob curadoria dos historiadores Paulo Garcez (também diretor do Museu do Ipiranga) e Mônica Schpun, com a colaboração dos curadores adjuntos Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro, a exposição apresenta a Liberdade como um território em permanente transformação.
O próprio nome do bairro “Liberdade” foi dado a um chafariz construído para comemorar a saída de D. Pedro I do poder. Inicialmente instalado no Largo São Francisco, foi transferido para o Largo da Forca, e em 1858 o local passou a se chamar oficialmente Praça da Liberdade.
A Exposição “Liberdade: bairro plural” fica aberta de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada é gratuita (somente para esta exposição).




