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De Heliópolis para o mundo

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A “Sinfonia Fantástica”, de Berlioz, e o “Concerto para violino”, de Beethoven. Na regência, Zubin Mehta; como solista, o violinista Julian Rachlin. Tal combinação seria suficiente para marcar qualquer um que estivesse presente naquele concerto. Mas Thiago Correa não estava apenas na Sala São Paulo; estava no palco e, integrando o naipe de contrabaixo, se deu conta: “Ali entendi o que é ser músico. Eu olhei para eles e entendi que uma trajetória artística se faz de estudo, de acúmulo de experiências, da procura pelo conhecimento”.
Isso foi em 2012. Thiago estava na Orquestra Sinfônica Heliópolis há apenas um mês e meio. E vivia profundas transformações. Agora, contrabaixista da OSH vai alcançar novos vôos. Ele irá embarcar para estudar na Azusa Pacific University através do convênio que o Instituto mantém com a universidade, que fica localizada na Califórnia. Outros 7 ex-alunos já estão por lá, e agora chegou a vez dele.
O último concerto dele com o Instituto foi no domingo (6), sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky. A orquestra homenageou as valsas e polcas vienenses de Strauss Jr., no Theatro Municipal de São Paulo. O repertório incluiu o “Danúbio Azul”, “Sangue Vienense” e a “Valsa do Imperador”, as polcas “Tritsch-Tratsch” e “Perpetuum Mobile”, “Vozes da Primavera” e ainda a abertura da opereta “O Morcego”, que narra com bom humor os encontros e desencontros durante uma festa na casa do Príncipe Orlofsky – e que inseriu o nome de Strauss de forma definitiva na história do teatro musical.
Nascido em Recife, sua adolescência foi acompanhada de música, que ele logo começou a fazer, tocando violão, guitarra, integrando uma banda de heavy metal. Na hora de prestar vestibular, esse parecia o caminho, mas ele sentia que faltava embasamento. Foi para o conservatório. E, três anos depois, em 2007, entrou na faculdade.
O contrabaixo apareceu em algum momento entre uma coisa e outra. “Eu gostava de jazz, música popular e de orquestra. Naquele período da minha vida, havia muita pressão da família para conseguir um emprego, prestar um concurso. Então eu me coloquei uma meta: se não der certo no contrabaixo, eu ia desistir da música e procurar outro caminho”, ele conta.

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