Beleza & Estética

Fumar está fora de moda, faz mal à saúde e prejudica a beleza

Se você gosta de novelas antigas, é fã das produções de meados de 1970 a meados de 1990 e acompanha as produções no Canal Viva ou maratona as novelas clássicas no Globoplay, com certeza já percebeu como o cigarro fazia parte do dia a dia das pessoas. Raro é uma cena na qual não aparecia alguém fumando, tanto homens, quanto mulheres de todas as idades, desde jovens até idosos.

Fumar era uma espécie de passagem para a vida adulta e dava um status de chique para as mulheres e de macheza para os homens. Os comerciais mostravam homens bonitos cercados de mulheres maravilhosas, sempre numa paisagem paradisíaca e a cena acabava com ambos acendendo um cigarro. A publicidade invadia as revistas, jornais, televisões, rádios e outdoors. Mas felizmente fumar saiu de moda no Brasil. De acordo com estatísticas, os brasileiros fumam menos do que em vários países da Europa e nos Estados Unidos, por exemplo. O aumento da taxação e a redução da publicidade são fatores responsáveis pela queda nos índices de fumantes.

É lamentável que, apesar das campanhas de conscientização quanto ao efeito nefasto do cigarro, ainda existem muitos dependentes dele. Por lei, é proibido fumar em recintos fechados, ou semifechados, mas, mesmo assim cerca de 20 milhões de pessoas fumam no Brasil, bem menos que a 30, 40 ou 50 anos atrás; nessa estatística constam homens, mulheres e adolescentes do ambos os sexos.

Como o assunto aqui é beleza, entre outros males, o cigarro “acaba” com a beleza da pele, tanto das mulheres quanto dos homens. A explicação é simples: um organismo intoxicado dará seus sinais em dos seus órgãos mais vital e visível: a pele.

E por que isso acontece? O fumo reduz o fluxo sanguíneo, dificultando a oxigenação dos tecidos. Resultado: envelhecimento precoce e não tem creme que dê jeito nisso. As rugas acentuam-se ao redor dos olhos e em torno da boca.

Quando não ocorre oxigenação suficiente, o metabolismo se altera, afetando, por exemplo, a absorção de colágeno e das vitaminas A, C e E, as quais são antioxidantes naturais e que servem para neutralizar os radicais livres. A pele muda de textura e fica com aspecto de pele desnutrida.

Os efeitos não são imediatos, mas a médio e longo prazo. A pele fica desvitalizada, cansada e a sua recuperação é quase impossível. Os especialistas em estética explicam que para quem fuma há muitos anos, maiores são os estragos. Quem pretende melhorar a saúde e o aspecto da pele deve, antes de tudo, deixar de fumar. Se não consegue sozinho, busque ajuda médica, inclusive o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece apoio aos interessados.

Apesar de ser considerada uma tarefa difícil a reversão do envelhecimento causado pelo fumo, algumas clínicas de estética oferecem opções que prometem melhorar o aspecto da pele através do uso de produtos que promovem a estimulação da produção de colágeno e fibras elásticas. Os resultados positivos também dependerão da dedicação do paciente, pois os efeitos positivos também não são imediatos.

Na dúvida, é bom consultar um médico dermatologista, lembrando que nada adiantará se não conseguir abandonar o vício.

É bom relembrar principalmente se você é daquelas, ou daqueles, que ainda fumam que os fumantes são considerados dependentes químicos, uma vez que a nicotina presente na composição do cigarro provoca a dependência. Apesar de a maioria das pessoas ainda associar o fumo somente a problemas respiratórios e ao câncer de pulmão, o hábito de fumar aumenta a pressão sanguínea. Os médicos informam que quem fuma está mais propenso a desenvolver a hipertensão e ter doenças do coração. O risco de ter um ataque cardíaco sobe conforme o número de cigarros e o tempo do vício. Aqueles que fumam um maço de cigarros por dia têm o risco dobrado em relação àquelas que não fumam. Já nas mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, este fator aumenta ainda mais a chance de ter um ataque do coração, um derrame e uma doença vascular.

E mais, os médicos explicam que, ainda por causa da diminuição da oxigenação no sangue, a cicatrização de maneira geral também fica comprometida, aumentando em muito o risco de ocorrências de necroses em processos pós-cirúrgicos.

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