AconteceMatéria

Com calor intenso, ninféias transformam lago do Jardim Botânico em atração do verão

Janeiro chega a São Paulo com dias de calor intenso, céu aberto e uma recompensa silenciosa para quem decide diminuir o ritmo: a temporada das ninféias no Jardim Botânico. Sobre o espelho d’água formado pelas nascentes do Riacho do Ipiranga, as flores surgem em tons de rosa, amarelo e azul e transformam o Lago das Ninféias no ponto mais fotografado do parque durante o verão. Maior lago da área de visitação, o espaço concentra um dos cenários mais delicados desta época do ano, em que as cores vibrantes das flores contrastam com o verde fechado da mata e convidam à contemplação.

Diferentemente de outras plantas aquáticas, as ninféias não crescem para fora da água. Elas vivem sobre ela. Sem caule aparente, desenvolvem-se a partir de rizomas submersos e se abrem com a luz do sol, logo ao amanhecer, recolhendo-se no período da tarde. As folhas largas flutuam e formam um tapete contínuo sobre o lago, imagem que costuma lembrar uma “prima” amazônica bastante conhecida, a vitória-régia. No lago do Jardim Botânico convivem três espécies: a ninféia-amarela (Nymphaea mexicana), a azul (Nymphaea caerulea) e a rosa (Nymphaea odorata).

O ambiente ao redor completa a experiência. Libélulas, peixes, borboletas e aves aquáticas como jaçanãs, biguás, garças e saracuras dividem o espaço em harmonia com as estufas, o Jardim de Lineu e o Jardim dos Sentidos. Em dias de sorte, visitantes também podem observar bugios, pequenos primatas de pelo avermelhado que vivem livres entre as árvores e trilhas do parque.

As ninféias carregam ainda um valor simbólico na história da arte. As mesmas flores que hoje encantam o público foram tema recorrente do pintor francês Claude Monet, que produziu mais de uma centena de obras inspiradas no lago de seu jardim em Giverny, explorando luz, reflexo e cor por mais de três décadas. Monet morreu em 1926, dois anos antes da inauguração do Jardim Botânico de São Paulo. Quase um século depois, as ninféias seguem repetindo diariamente o mesmo ritual, agora diante dos olhos dos paulistanos.

Além do espetáculo natural, janeiro também traz vantagens para quem planeja a visita. Durante todo o mês, todas as pessoas pagam meia-entrada nas atrações do complexo do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI). No Jardim Botânico, o ingresso avulso antecipado custa R$ 19,95, válido para qualquer dia da semana, enquanto o valor no dia é de R$ 39,90. O espaço funciona diariamente das 9h às 17h, com permanência permitida até as 18h.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo