São Paulo completa 38 anos sem casos de poliomielite

O Estado de São Paulo completa 38 anos sem registrar casos de poliomielite, doença conhecida como paralisia infantil. O último caso foi registrado em 1988, e a manutenção desse cenário depende da continuidade das campanhas de vacinação e da adesão da população à imunização. Apesar do avanço, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações, o que mantém o alerta das autoridades de saúde.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde, referentes a agosto de 2026, apontam que a cobertura vacinal contra a poliomielite chegou a 88,74% entre crianças menores de um ano. Já o índice referente ao primeiro reforço, aplicado aos 15 meses de idade, foi de 84,51%. Os percentuais indicam a necessidade de ampliar a vacinação para garantir a proteção coletiva e reduzir o risco de reintrodução do vírus no território paulista.
A poliomielite é uma doença viral contagiosa que pode atingir o sistema nervoso e provocar paralisia irreversível. Em casos graves, também pode comprometer os músculos responsáveis pela respiração e levar à morte. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio do contato com água, alimentos ou objetos contaminados.
Embora o Brasil não registre casos da doença há décadas, o poliovírus ainda circula em algumas regiões do mundo. Por isso, a manutenção de altas coberturas vacinais é considerada essencial para evitar que o vírus volte a se espalhar no país.
A vacinação é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O esquema de imunização infantil inclui três doses da vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aos 2, 4 e 6 meses, além de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Pais e responsáveis devem verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso existam doses pendentes.
Além da imunização, a vigilância epidemiológica tem papel importante na prevenção, pois permite identificar e investigar possíveis casos suspeitos. A participação das famílias é fundamental para manter a proteção das crianças e evitar o retorno de uma doença que pode deixar sequelas permanentes.




