Cripta reabre após quase 4 anos fechada

Fechada desde 2022, a Cripta Imperial, no subsolo do Monumento à Independência, voltou a receber o público nesta segunda-feira (7). O espaço passou por uma ampla revitalização, com investimento total de R$ 5,3 milhões, e passa a contar com a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues.
A cripta funcionará regularmente de terça a domingo, das 9h às 17h. O espaço abriga os restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas esposas, as imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia.
A reforma incluiu a implantação de novos banheiros, recursos de acessibilidade arquitetônica, sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias no espaço expositivo. Também foram realizados serviços de conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos. Apesar da intervenção, os restos mortais permaneceram em seus locais originais durante todo o período de obras.
A exposição inaugurada com a reabertura apresenta a história da criação do Monumento à Independência e da própria cripta, destacando o papel das duas construções na valorização de acontecimentos históricos e na construção de marcos cívicos.
A Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952, ainda sem abrigar restos mortais. O corpo de Leopoldina chegou um ano mais tarde, do convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro, onde estava sepultado. Somente 20 anos depois é que a ossada do imperador foi levada ao local em comemoração aos 150 anos da Independência do Brasil.
Os restos mortais de Dom Pedro I foram transferidos em 1972 de Lisboa para o Ipiranga, mas o coração do imperador permaneceu em Portugal, na cidade do Porto. Amélia, que também estava sepultada em Lisboa, só teve a sua ossada transferida para o Ipiranga em 1984.
A reabertura da cripta ao público aconteceu às 15h e atraiu o interesse de centenas de pessoas, que começaram a formar fila por volta das 14;15hs .Às obras incluíram também a Casa do Grito. A cerimônia de reabertura foi seguida da apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada até as 17h.




