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Lava Jato não pode acabar

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A Lava Jato está prestes a completar cinco anos e chega a um momento crucial. Se há na sociedade a sensação de impunidade e de que os crimes de corrupção continuam sendo praticados no Brasil isso só mudará se a própria sociedade fizer sua parte dando apoio à operação. Essa foi a constatação revelada pelo juiz federal Sérgio Moro e pelo procurador da República Deltan Dallagnol, que trabalham na força-tarefa da operação em Curitiba, afirmaram em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo .
Dallagnol, por exemplo, foi enfático ao afirmar que numa democracia a fonte última do poder é o povo. O procurador reforça que foi o povo que sustentou a investigação até agora e que o desafio é manter o apoio da sociedade. Hoje, a maior ameaça à operação vem dos políticos, sobretudo aqueles que estão sob investigação. Não custa lembrar que parlamentares continuam praticando crimes mesmo depois da Lava Jato porque o foro privilegiado lhes concedem amplas proteções.
Por isso, o Brasil precisa de reformas anticorrupção no sistema político, no sistema de justiça e outras áreas. Esse sim seria o maior golpe que os corruptos poderiam sofrer. Não à toa, Moro destaca que as investigações revelaram não apenas alguns grandes crimes de corrupção, mas um sistema organizado de corrupção. O grande problema é que parece estar enraizado na cultura política do Brasil a prática de favorecimentos a certos grupos empresariais, com pagamentos de vantagens financeiras.
A Lava Jato é fundamental para a democracia brasileira. O desembargador André Fontes, presidente do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), a segunda instância da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, por exemplo, compara a Lava Jato ao movimento das Diretas-Já. “Vai acabar com a ditadura da corrupção e da impunidade”, diz.
O Brasil precisa ser passado a limpo e a Lava Jato é uma oportunidade para que isso ocorra. É fundamental a participação de entidades da sociedade civil no pacote anticorrupção que propõe melhorias na transparência, nas licitações e no sistema eleitoral.
No próximo ano, teremos eleições para deputado estadual, federal senador, governador e presidente. Praticamente todas as atenções estão voltadas para a disputa pelo Palácio do Planalto e o foco estão em nomes como Lula, Bolsonaro, João Doria e Geraldo Alckmin. O eleitor, no entanto, tem de estar muito atento aos parlamentares. São eles, na maioria das vezes, os responsáveis por manter cheio de vícios o sistema político brasileiro.
O mais importante é o eleitor escolher entre os candidatos aqueles que tenham um compromisso claro com a causa anticorrupção. Essa é a melhor maneira de proteger a Lava Jato: renovar o Congresso Nacional com políticos verdadeiramente interessados em combater a corrupção. Entre altos e baixos, o balanço geral é de que a Lava Jato mais acertou do que errou e tem feito bem para o Brasil.

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